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Ao longo do último sábado, 06/07, os futuros empreendedores de Academic Working Capital 2019 participaram da Interação I Online, com palestras e momentos dedicados ao desenvolvimento das soluções. O evento também é um dos marcos do programa: é quando os grupos saem da fase de teste da solução e começam a fase de teste do problema. Por isso, eles precisam decidir se continuarão investindo na ideia atual ou se pivotam, ou seja, reconfiguram a proposta de valor.

“Se mantiverem, vocês avançam para a próxima fase do programa; se querem continuar fazendo entrevistas, explorar novas alternativas, vão pivotar”, explicaram o coordenador do programa e mestre em Engeneering Design, Diogo Dutra, e o designer Rodrigo Franco, coaches de AWC. Os grupos foram convidados a explorar os dados que coletaram até então para entender se haviam chegado no encaixe ideal entre produto e cliente, além de estimar preço do produto, custos e despesas da operação, entre outras questões – ou seja, estimar “quanto dinheiro tem na mesa”. O resultado foi apresentado aos coaches e aos colegas, que deram feedbacks e sugestões de caminhos a seguir. Aqueles que decidiram pivotar reiniciaram o processo de entrevistas e os que decidiram manter, iniciaram o teste da solução.

 

Em seguida, o coach e mestre em Empreendedorismo Artur Vilas Boas apresentou o conceito de MVP (minimum viable product, ou produto mínimo viável), processo em que empreendedores constroem pequenas versões de seus produtos para ver se o público se engaja naquela ideia. “Tudo começa nas hipóteses. Das hipóteses, como eu posso medir de um jeito eficiente e, aí sim, eu construo o experimento”, resumiu. Artur também deu exemplos de MVPs, inclusive de empresas nascidas em edições anteriores de AWC, como BeThink (2017) e HomeShelf (2018).

 

O coach Diogo Dutra explicou que os estudantes precisam transformar a proposta de valor em requisitos de engenharia, em funcionalidades, de forma que uma solução mínima gere o máximo de valor. Ele explicou três tipos de experimentos: o protótipo de guardanapo, que pode ser feito em 24h; o de baixa qualidade, que pode ser feito com recursos próprios e automatiza parte da proposta de valor; e o de função crítica, mais parecido com o produto final.

O ideal é que, no final dessa fase, o experimento sirva para que algum dos clientes em potencial se torne um early adopter (aquele cliente inicial que aceita usar a solução, testando-a e ajudando a melhorá-la), o que já aconteceu com empresas de edições anteriores de AWC: Road Labs (AWC 2017), com o protótipo de guardanapo; E-sporte (AWC 2016), com o protótipo de baixa fidelidade; e Mvisia (AWC 2015), com o protótipo de função crítica.

Os grupos tiveram um tempo para apresentar cinco experimentos de guardanapo com base em suas hipóteses e os apresentaram aos coaches e aos colegas. Para finalizar, assistiram a um depoimento do engenheiro Pedro Fornari, da Road Labs, que contou sobre a primeira venda da startup. “Foi muito no susto. A gente foi lá para fazer uma entrevista e os caras disseram: ‘quando é que tu consegue me entregar isso?’. A gente voltou pra casa e falou: ‘acho que fechou uma venda ali, nós vamos ter que entregar alguma coisa”, brincou.

Daqui para a frente, os participantes de AWC continuam trabalhando nos experimentos e começam a se preparar para o Workshop II, presencial, que acontecerá em 17 e 18/08 e focará, justamente, em prototipagem. Até o final do ano, os grupos deverão ter feito dez experimentos de guardanapo, dez de baixa fidelidade um de função crítica.

 

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