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E SE AS CRIANÇAS GOSTASSEM DE MATEMÁTICA?

O Círculo da Matemática do Brasil desenvolve as competências matemáticas e o gosto pela matéria em crianças de escolas públicas.

Na base de tudo está a abordagem The Math Circle, criada pelos professores Robert e Ellen Kaplan, da Universidade de Harvard. Nela, os erros, conjecturas, exemplos e contraexemplos dados pelas crianças são ingredientes-chaves na reflexão e fundamentação do pensamento e levam à formação e apropriação do conhecimento matemático com confiança. A ideia central é “diga-me e vou esquecer, pergunte-me e vou descobrir”. O Círculo da Matemática do Brasil adapta e aperfeiçoa os conteúdos de The Math Circle à realidade brasileira.

O projeto atua em duas linhas principais:

  • Promove sessões no contraturno escolar para turmas pequenas (7 a 10 alunos) de estudantes do 2º ao 4º ano do Ensino Fundamental (7 a 9 anos) de escolas de periferias;
  • Realiza encontros de formação para professores do Ensino Fundamental de escolas públicas, nas quais são compartilhadas técnicas e instrumentos utilizados no projeto e distribuídos materiais didáticos.

Visite o site de O Círculo da Matemática do Brasil para saber mais sobre a iniciativa.
Acesse a Videoteca do projeto, com vídeos das capacitações, conversas com os professores Kaplan e reflexões sobre educação.
Conheça e baixe os materiais didáticos que são apresentados aos professores nas formações.

 

 

 

QUAL É O CENÁRIO EM QUE O PROJETO SE INSERE?

No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2015, o Brasil ficou na 65ª posição no ranking de matemática em uma lista de 70 países. De 2012 para 2015, a média dos alunos brasileiros despencou de 391 para 377 pontos. Para comparação, a média dos países-membros da OCDE é de 490 pontos. 70,25% dos alunos brasileiros estão abaixo do nível 2, considerado básico para a aprendizagem e a participação na vida social. Há quem justifique o desempenho dos alunos brasileiros a partir do imaginário de que a matemática é muito difícil e abstrata.

Organizações do terceiro setor falam em crise no ensino da matemática e destacam a necessidade de intervenções que atuem nos primeiros anos, com as crianças mais jovens. As novas teorias de educação baseadas na neurociência também indicam maior eficácia do ensino da matemática no início da vida escolar.

 

 

LINHA DO TEMPO

2013

  • 6.732 alunos de 61 escolas participaram de 7.113 sessões do Círculo em Belém-PA, Brasília-DF, Fortaleza-CE, Aracaju-SE, Salvador-BA, São Paulo-SP e Porto Alegre-RS.

2014

  • 7.912 alunos de 67 escolas participaram de 14.166 aulas do Círculo em Belém-PA, Brasília-DF, São Paulo-SP, Fortaleza-CE, Aracaju-SE, Salvador-BA, Porto Alegre-RS, Porto Velho-RO, Rio de Janeiro-RJ e Duque de Caxias-RJ.
  • Cerca de 300 professores foram formados em São Paulo-SP, Brasília-DF, Porto Alegre-RS e Rio de Janeiro-RJ.

2015

  • 5.548 crianças de 62 escolas participaram de 13.443 sessões em Aracaju-SE, Belém-PA, Brasília-DF, Duque de Caxias-RJ, Fortaleza-CE, Marabá-PA, Manaus-AM, Novo Hamburgo-RS, Porto Alegre-RS, Porto Velho-RO, Rio de Janeiro-RJ e São Paulo-SP.
  • 2.146 professores foram formados em Manaus-AM, Belém-PA, Marabá-PA, São Luís-MA, Eusébio-CE, Fortaleza-CE, Teresina-PI, Núcleo Bandeirante-DF, Planaltina-DF, Santa Maria-DF, Avaré-SP, Belo Horizonte-MG, Niterói-RJ, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Lajeado-RS, Novo Hamburgo-RS, Porto Alegre-RS e Sério-RS – envolvendo, indiretamente, 75 mil alunos.

2016

  • 5.774 alunos de 59 escolas participaram de 11.842 sessões em Belém-PA, Marabá-PA, Manaus-AM, Porto Velho-RO, Aracaju-SE, Fortaleza-CE, Brasília-DF, Duque de Caxias-RJ, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Novo Hamburgo-RS e Porto Alegre-RS.
  • 2.110 professores foram formados em Brasília-DF, Santa Maria-DF, Avaré-SP, Duque de Caxias-RJ, Niterói-RJ, Belo Horizonte-MG, São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Florianópolis-SC, Foz do Iguaçu-PR, Canoas-RS, Sapucaia do Sul-RS, Imperatriz-MA, Fortaleza-CE, Timon-MA, Salvador-BA, Maceió-AL, Belém-PA, Macapá-AP e Manaus-AM – envolvendo, indiretamente, 76 mil alunos.

 

 

RESULTADOS E CONQUISTAS

Em 2013, a avaliação de impacto do Círculo mostrou que as habilidades matemáticas dos alunos que participaram das sessões cresceram 5,7%. O destaque foi para os alunos de Porto Alegre, que apresentaram uma evolução de 25%. Outra cidade que apresentou um alto impacto foi Fortaleza, com 11%.
Saiba mais: Impacto do Círculo da Matemática

Em 2014, as crianças que participaram melhoraram seu desempenho em matemática em 7,3%. Os resultados mais expressivos foram dos alunos de São Paulo (16,8%), Rio de Janeiro (13,9%), Brasília (12,6%), Fortaleza (6,5%), Porto Alegre (3,8%) e Belém (3,2%). Os estudantes que apresentaram a maior variação entre a nota da primeira prova (aplicada no início do projeto) e a da segunda (aplicada ao final) foram os de Brasília (99,02%), Duque de Caxias (81,2%), Belém (80,15%), Fortaleza (73,22%), Porto Alegre (63,6%) e Rio de Janeiro (60,4%).
Saiba mais: Desempenho de alunos melhora 7,3%

Em 2016, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) confirmou seu apoio institucional a O Círculo da Matemática do Brasil. De acordo com a instituição, o projeto está alinhado ao mandato da UNESCO na área de incremento e estímulo à educação científica por meio da formação de qualidade de professores em matemática.

 

 

 

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