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Durante os três dias da 20º conferência bienal da International Telecommunications Society (ITS 2014), que aconteceu entre 30 de novembro e 3 de dezembro no Rio de Janeiro (RJ), diversos especialistas brasileiros e estrangeiros discutiram o futuro das telecomunicações no mundo, as novas mídias e a mudança de paradigmas trazida pela internet. Nas sessões plenárias e paralelas foram apresentados casos de estudo e experiências internacionais. Entre os destaques estiveram a sessão de abertura, com a participação de Christopher Yoo, da Universidade da Pensilvânia, e João Schwarz, da Universidade de Luxemburgo, e a palestra de Eli Noam, da Universidade de Columbia.

Christopher Yoo e João Schwarz falaram sobre a arquitetura em evolução da internet . Yoo, que é professor na área de Lei e Comunicações, fez uma retrospectiva das mudanças que ocorreram desde 1995 e colocou como necessidades atuais da rede a criação de novos recursos e estruturas relacionadas a serviços online, governo eletrônico (e-government), saúde (e-health) e educação online. João Schwarz, que já foi diretor de pesquisa e desenvolvimento de Redes e Serviços Convergentes da Comissão Europeia, disse que estamos na era das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), mas que em breve o mundo entrará na “nano age”. Ele mostrou também que o planeta ainda é pouco conectado: 0,2% da população mundial tem acesso à rede. “O usuário está na Ásia, onde a penetração é muito baixa”, explicou.

Eli Noam, que é professor de Economia e Finanças, falou sobre a sociedade hiperconectada. Segundo o especialista, em alguns anos 90% das pessoas vão estar conectadas. “A rede vai resolver os problemas onde outras soluções não puderam resolver”, comentou ele. Ao mesmo tempo, Noam afirmou que só porque a quantidade de informação disponível é maior graças à internet, não significa que a qualidade das decisões tomadas é melhor. Ele falou que a internet ajuda a acelerar o processo de diminuição das vagas disponíveis no mercado e que os mais afetados são os jovens. Ao mesmo tempo, há empregos sendo criados justamente por causa do advento das TICs. “A Revolução Industrial provou que a tecnologia não é uma destruidora de empregos, é uma criadora de empregos”, completou.

Além de palestras e mesas redondas com especialistas de universidades de todo o mundo, a programação do ITS 2014 trouxe diversos casos de estudo relacionados a regulação da rede, mídias sociais, neutralidade da rede, convergência, entre outros temas.

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