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O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer quando o assunto é educação. O ranking do projeto The Learning Curve, da Pearson International, coloca o país na penúltima posição entre 40 nações quando o assunto é qualidade da educação. Quando se fala especificamente de matemática, o resultado é ainda pior: no último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), os alunos brasileiros ficaram em 65º lugar em matemática dentre 70 nações.

A dificuldade em aprender matemática quando criança se reflete depois, na vida adulta. Uma pesquisa realizada pelo Instituto TIM em 2015 com 2.632 pessoas em 25 cidades brasileiras mostrou que 75% dos entrevistados não conseguem fazer médias simples e entender frações; 63% e 69% têm dificuldade com percentuais e contas com taxa de juros, respectivamente; e 85% não sabem estimar números aproximados. O desconhecimento dos pais influencia as competências dos filhos: outra pesquisa, também do Instituto TIM, mostrou que o conhecimento dos pais equivale a 1 ano e meio de aulas, ou seja, responde a 80% da diferença entre uma criança estar no 3º ou no 5º ano.

 

As duas pesquisas foram realizadas no âmbito do projeto O Círculo da Matemática do Brasil, que desde 2013 leva a escolas de periferias das grandes cidades a abordagem The Math Circle, estimulando o raciocínio das crianças e seu gosto pela matemática. Mais de 25 mil estudantes já participaram das aulas do Círculo e 4.600 professores foram formados na abordagem. Em 2019, além de formar educadores e ensinar crianças, o projeto está realizando uma nova pesquisa, focada na saúde mental e no bem-estar dos professores de matemática.

O esforço de iniciativas como O Círculo da Matemática do Brasil contrasta com outra realidade: o Brasil é destaque em pesquisa matemática de ponta. Em 2018, a União Matemática Internacional aprovou a entrada do país no Grupo 5, que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa na área. Além disso, em 2014 o brasileiro Artur Ávila se tornou o primeiro latino-americano a ganhar a Medalha Fields, considerada o Nobel da matemática.

Ações como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) identificam, a cada ano, talentos da matemática nos mais diversos cantos do país. Mas nem sempre esses jovens têm condições de fazer a graduação. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior revelou que 70% dos estudantes entrevistados não entraram na faculdade após o Ensino Médio por falta de dinheiro, sendo que somente 23% desistiram porque não conseguiram passar em uma instituição pública.

 

Desde 2015, em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Instituto TIM concede as Bolsas Instituto TIM-OBMEP – benefício mensal para que jovens sem muitos recursos e que vivem longe de grandes centros possam cursar universidades públicas. Mais de 250 estudantes já participaram do programa – jovens como Antonio Hilton Passos, que estuda Medicina na UFPI; Alex Teixeira da Silva, que faz Engenharia de Computação e Informação na UFRJ; os gêmeos Gabriel e Mateus Queiroz Nunes, que fazem Estatística na UFPE; ou Ana Maria Paludo, estudante de Matemática na UTFPR. Jovens talentosos que, sem as bolsas, não teriam conseguido fazer a graduação ou teriam enfrentado muito mais dificuldades.

Iniciativas como O Círculo da Matemática do Brasil e as Bolsas Instituto TIM-OBMEP reafirmam o compromisso do Instituto TIM com a aprendizagem de crianças e jovens do Brasil e traduzem em ações sua crença de que toda criança e jovem tem direito a uma educação em ciência e em matemática que represente os avanços da produção de conhecimentos dessas áreas. Para saber mais sobre os projetos de Educação do Instituto TIM, clique aqui.

 

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