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A edição de 2016 do projeto Agentes da Transformação chega à maior favela do Rio de Janeiro: a Rocinha. Realizado pelo Instituto TIM em parceria com o Instituto Pereira Passos (IPP), o projeto dedicará três grupos de jovens bolsistas à Rocinha para que a pesquisa possa abranger toda a área, que conta com quase 70 mil habitantes, de acordo com o último Censo, de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esse é nosso maior desafio, porque a Rocinha não é dividida em várias comunidades. É realmente uma única comunidade, com esse tamanho todo e com áreas muito bem definidas”, diz Andrea Pulici, diretora de Projetos Especiais do IPP e coordenadora de Agentes da Transformação. Andrea explica que a Rocinha foi selecionada apenas para o quarto ano do projeto justamente para que a equipe de coordenação conseguisse acumular mais experiência para esse grande desafio. “A gente já tem uma equipe muito boa, estamos bastante tranquilos de que vai dar tudo certo”, afirma.

Além da Rocinha, a pesquisa de 2016 também atenderá mais três comunidades no Complexo do Lins e uma comunidade na Maré, reunindo 50 bolsistas e 5 coordenadores de campo. A primeira capacitação foi realizada entre os dias 1º e 4 de março, na qual os bolsistas receberam orientações para identificar os domicílios onde serão feitas as entrevistas. Esta etapa de identificação começou em 5 de março e irá até o dia 5 de abril.

A segunda capacitação acontece entre 11 e 13 de abril, para que os jovens aprendam a utilizar o aplicativo para coleta de dados Para Pesquisa, software livre desenvolvido pelo Instituto TIM. A fase de entrevistas, com o uso do aplicativo, terá início logo em seguida, estendendo-se até o dia 30 de junho. O objetivo é alcançar 2,5 mil questionários respondidos. Com esta edição, o projeto terá chegado a todas as áreas pacificadas do Rio de Janeiro.

Para Andrea, Agentes da Transformação atua de duas formas muito importantes. Os jovens bolsistas têm uma primeira experiência com responsabilidades e rotinas de trabalho, envolvendo normas, horários e metas a alcançar. Eles também passam a conhecer mais a realidade de suas comunidades. “Você consegue fazer com que o jovem vá para áreas que não conhecia. Então ele consegue perceber que aquele mundo em que vive não é uniforme. Existem pessoas que moram muito melhor do que ele, existem pessoas que moram muito pior do que ele, existem jovens que pensam muito diferente dele. Esses debates são muito vivos.”

Ao mesmo tempo, o projeto cria um banco de dados com informações sobre os jovens moradores de favelas cariocas que servem como subsídio tanto para políticas públicas quanto para outras iniciativas dentro das comunidades. Andrea conta que atualmente os próprios parceiros já procuram o IPP espontaneamente em busca desses dados. “Na verdade, o projeto não se encerra quando a gente termina e entrega os dados. É justamente a partir das conversas com os parceiros que a gente pode começar a dar gradativamente essas respostas que os jovens querem tanto”, conclui.

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