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Mapas Culturais foi um dos assuntos abordados no 1º Seminário de Informações e Indicadores Culturais do Grande ABC, que aconteceu no dia 14 de abril. O evento foi organizado pelo Grupo de Trabalho de Cultura do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e realizado no Teatro Vladimir Capella, em São Caetano do Sul (SP). Gestores culturais e representantes das prefeituras e da sociedade civil de seis das setes cidades que compõem a região participaram do seminário.

A primeira mesa de discussão teve como tema “Mapas Culturais e SNIIC” e foi composta por Pedro Vasconcellos, diretor de Monitoramento de Políticas Culturais na Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC); e Antonio Carlos Pedro Ferreira, coordenador do Núcleo de Ação Cultural da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS); sob a mediação de Ailton Tenório, coordenador técnico da Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul. Antonio falou sobre as iniciativas do Núcleo e sua experiência com o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC).

Pedro apresentou a nova estruturação do SNIIC, que, entre outras novidades, passou a utilizar uma instalação do software livre Mapas Culturais para disponibilizar dados culturais de todo o país: a plataforma Mapa da Cultura. “Mapas é a grande novidade do SNIIC, porque temos uma ferramenta bem mais ágil, interativa, que não é apenas um mapa estático”, disse. Além de mostrar exemplos de instalações de Mapas Culturais em cidades brasileiras, ele mencionou outras aplicações e possibilidades de uso do software.

Até o momento, três grandes bases de dados do MinC já estão integradas ao Mapa da Cultura: o cadastro do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, a base de dados da Rede Cultura Viva e os registros de museus. Todas elas têm plataformas e identidades próprias, com o diferencial de que seus dados também estão disponíveis no Mapa da Cultura. A intenção é que futuramente as bases de dados de cidades e estados que utilizem o software sejam também integradas ao SNIIC, unificando os registros locais e nacionais. “Isso não vai gerar retrabalho e vai ser uma coisa muito mais útil para todo mundo. Você não vai ter um banco de dados desatualizado, superficial, desintegrado. Você terá ali, no mesmo espaço, um banco de dados sempre atualizado”, explicou Pedro.

CulturAZ
A primeira instalação de Mapas Culturais no Grande ABC foi em Santo André (SP), com a plataforma CulturAZ. Simone Zárate, gerente de Projetos Culturais da Prefeitura de Santo André, disse que a adesão à plataforma está crescendo e que diversas ações estão sendo desenvolvidas e planejadas para a divulgação de CulturAZ ao público em geral e aos funcionários da Prefeitura. Uma delas é a atualização da agenda cultural impressa por meio dos dados da plataforma. “A agenda cultural impressa funciona hoje a partir de uma outra base de dados. A partir do mês que vem, ela será retirada do CulturAZ. Então todos vão ter que colocar os eventos na plataforma, porque, senão, não vão sair na agenda impressa”, explicou.

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