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A Secretaria da Cultura do Ceará está expandindo o uso e as funcionalidades de Mapas Culturais. O software livre desenvolvido pelo Instituto TIM foi utilizado para a criação do site e do aplicativo da 3ª edição da Maloca Dragão, um grande festival cultural que aconteceu de 28 de abril a 1º de maio, realizado em parceria com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Pela primeira vez, foi aberta uma chamada pública para contribuir com a curadoria do festival, e as inscrições para o edital foram realizadas na plataforma Mapa Cultural do Ceará, instalação de Mapas Culturais no estado.

O desenvolvimento das ferramentas foi realizado pelo Instituto Mutirão, que apoiou a implementação do Mapa Cultural do Ceará, e pelo Hacklab, parceiro do Instituto TIM no desenvolvimento de Mapas Culturais. O diretor do Instituto Mutirão, Uirá Porã, explica que a sugestão de utilizar a plataforma para o lançamento do edital foi tanto porque ela já permitia a abertura de chamadas quanto para incentivar ainda mais o uso da plataforma pelo público. O resultado foi além do esperado.

“A plataforma teve 700 novos agentes inscritos durante esse processo e o edital alcançou 323 inscrições, sendo que nossa expectativa era de 100 inscritos”, conta Uirá. O site e o aplicativo do festival foram feitos com base nas ferramentas criadas para a Virada Cultural, um dos principais eventos culturais de São Paulo (SP) e que também utilizou a tecnologia de Mapas Culturais. “É importante destacar que Mapas foi usado em todo o processo, da inscrição de artistas para participar do festival ao aplicativo que foi baixado pelo público”, acrescenta.

A boa experiência com a chamada para a Maloca Dragão levou à abertura de um novo edital na plataforma, que selecionará projetos de difusão cultural para fazer parte da Temporada de Arte Cearense do Instituto Dragão do Mar. Desta vez, novas funcionalidades estão sendo desenvolvidas para aprimorar o uso da plataforma para editais. “Antes, era possível apenas anexar documentos para fazer a inscrição. Nós criamos um formulário com campos em que os dados também serão transformados em indicadores na plataforma”, diz Uirá. Tudo foi documentado para que outras instalações interessadas possam implementar esse recurso.

Ainda há novas funcionalidades em desenvolvimento e mais duas chamadas públicas que deverão ser lançadas em breve na plataforma. “É sensacional essa iniciativa do Instituto TIM de desenvolver uma ferramenta aberta para o setor público que possibilita que governos e municípios promovam melhorias no sistema e que elas possam ser aproveitadas por todos que utilizam o software. É um case que deve ser conhecido por todos”, afirma Uirá.

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