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Um dia para aprender a fazer entrevistas que gerem informações de qualidade. Esse foi o principal objetivo do 2º dia do Workshop I de Academic Working Capital 2018, realizado em 12/05. Os estudantes assistiram a falas sobre técnicas de entrevista, elaboração de personas e obsessão pelo usuário, além de modelagem da solução. Também ouviram muitos feedbacks – ação que vai acompanhá-los até o final do programa. Assim como no 1º dia do Workshop I, 05/05, as atividades do 2º dia aconteceram em formato online.

Saiba como foi o primeiro dia do Workshop I

Para começar, o professor da Universidade de São Paulo Marcos Barretto, consultor acadêmico de AWC, e o mestre em Engeneering Design Diogo Dutra, consultor de conteúdo, lembraram que os grupos deveriam ter conversado com mais dez pessoas durante a semana que passou – a meta é que eles realizem 100 entrevistas até julho. Após essa conversa inicial, os grupos se reuniram nos clusters para mostrar o que fizeram na última semana, as hipóteses descartadas e as novas hipóteses que surgiram durante as entrevistas.

Entre os conceitos apresentados aos estudantes estiveram o Value Proposition Canvas, que ajuda a entender quem é o usuário, quais são suas dores e que entregas a solução lhe oferece; o Job To Be Done, ideia que é uma evolução da figura da persona, que foi introduzida em AWC este ano e implica que o produto tem um “trabalho” a cumprir; e a matriz CSD, de certezas e dúvidas, que contribui para que as entrevistas apontam certezas e dirimam dúvidas.

Os conceitos de Canvas e Job To Be Done foram explicados pelo coach Artur Vilas Boas ao falar da obsessão pelo usuário, uma das principais dinâmicas de AWC. O objetivo é que os grupos foquem em resolver o problema do usuário entendendo quem ele é, como se comporta e do que precisa. “Imagine você filmando um documentário do usuário buscando esse progresso, o que acontece nesse documentário? O que ele está buscando, quais são as sensações envolvidas? Quais são os pains e os gains envolvidos nesse processo?”, questionou.

Diogo Dutra usou o exemplo do Road Labs, de AWC 2017, para ilustrar como a solução pode mudar completamente de foco (ou seja, pivotar) como resultado de boas informações adquiridas nas conversas. “A partir da entrevista número 70 é que vocês vão começar a enxergar padrão, a ter um insight claro de como tem que resolver aquele problema. A partir dessa entrevista número 70 é que vocês sabem muito sobre o seu cliente”, explicou. Ele também deu conselhos, instou os jovens a não terem vergonha de entrevistar, e mostrou ferramentas e técnicas para que os estudantes qualifiquem seus contatos.

Os aprendizados das palestras e das flippeds classrooms (momentos em que os grupos compartilham sua evolução, mostrando em que ponto estão, e ouvem feedbacks dos coaches e dos colegas) foram acrescentados aos decks, que ficaram mais robustos com as tarefas do dia – ao longo do sábado, os estudantes elaboraram seu Canvas, construíram três fichas de persona Job To Be Done, adicionaram certezas e dúvidas e criaram um plano de entrevistas.

Para encerrar o dia, Marcos Mourthé e Fernada Vilela, co-fundadores com Wagner Mourthé da empresa de soluções tecnológicas para música Rodiebot, contaram de sua experiência em AWC 2017, as dificuldades que tiveram e deram conselhos aos jovens deste ano. Segundo eles, é preciso manter a cabeça aberta e não se apegar à ideia inicial, além de manter o ciclo de validação de hipóteses. “A gente não tinha a mínima noção de como fazer o design de um produto, de como fazer o desenvolvimento de uma solução e o AWC ensinou isso, começando com a parte de entrevistas, de conhecimento de mercado e do usuário”, contou Fernanda.

Agora começa a fase de acompanhamento. Os clusters se reunirão a cada 15 dias e cada grupo terá uma reunião por mês direto com seu coach. O próximo encontro entre todos os grupos será em 21/07 na Interação I, também online.

 

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