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A Feira de Investimentos, realizada no dia 14 de dezembro, marcou o encerramento do programa Academic Working Capital 2018. O evento convidou investidores e empreendedores ao prédio de Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade São Paulo (Poli- USP) para conhecer as soluções desenvolvidas pelos 22 grupos ao longo do programa. A programação também incluiu dois painéis sobre investimento anjo no Brasil e o início de uma startup.

O coordenador de conteúdo AWC, Diogo Dutra, fez a abertura do evento e passou a palavra para o Environmental, Social and Governance Director da TIM Brasil e do Instituto TIM, Márcio Lino, que ressaltou a importância do programa desenvolver o espírito empreendedor, além de anunciar a continuação do programa em 2019. “Temos muito orgulho do Academic Working Capital, porque está atrelado ao nosso pilar de educação. Eu estou muito feliz de ver os resultados. Essa garra e brilho nos olhos das pessoas que agarram uma oportunidade que nós queremos fomentar. É isso que vai transformar esse país”, disse.

De 2015 a 2018, a AWC já acompanhou mais de 400 alunos e, atualmente, existem 14 startups ativas que surgiram com a orientação do programa e juntas movimentam mais de R$ 2 milhões por ano.

Os cinco grupos que mais se destacaram tiveram a oportunidade de apresentar um pitch para uma banca de investidores convidados: Paula Salomão, gerente de novos negócios da Antera – Gestão de Recursos; Caio Bolognesi, diretor de investimentos na Monashees e Ricardo Kahn, executivo de inovação, marketing e estratégia na ISA CEETP. Cada startup teve quatro minutos para apresentar a solução e depois responder as perguntas e comentários dos especialistas.

Em seguida, aconteceu o painel sobre investimento anjo no Brasil mediado pelo coach Artur Vilas Boas e com os convidados: o co-fundador, CEO do laboratório Genera e investidor de empresas de tecnologia,  Ricardo di Lazzaro, e o fundador da Lean Survey, Alessandro Tieppo. Ambos dividiram suas experiências, aprendizados e dicas com os estudantes que também fizeram perguntas.

“Um grande erro no investimento é não ter estratégia clara de funding da empresa. Se a sua ideia é pegar um investimento anjo, no dia seguinte precisa seguir o plano para equilibrar as contas e crescer a receita”, aconselhou Tieppo. Já Lazzaro considera importante o contato periódico com os empreendedores para compartilhar conhecimento e tirar dúvidas. “Alguns têm um perfil muito acadêmico, apesar de todos terem uma faísca empreendedora, mas nem todos tem a desenvoltura”, contou.

No período da tarde os convidados foram conferir os estandes com as soluções e protótipos desenvolvidos pelos grupos durante o ano. O painel de empreendedores sobre o início de uma startup encerrou as atividades e contou com a presença do fundador da Ebah, 99 e Yellow, Renato Freitas , e o co-fundador da Road Labs e ex-participante do programa, e João Fornari, com mediação do coordenador acadêmico de AWC, Marcos Barretto.

“Investidor pode ser uma coisa boa e pode abrir portas, só é ruim achar que é o único caminho. Às vezes é melhor gastar um pouco mais de sangue e suor para deixar a empresa numa situação melhor”, apontou Freitas. Eles partilharam suas vivências, desafios, conquistas com o início da startup e também responderam algumas perguntas do público. “Falta a cultura empreendedora. Você sai da faculdade com o pensamento de conseguir um emprego bom, passar num concurso e ter estabilidade financeira”, destacou João.

 

Matéria publicada orginalmente em: https://awc.institutotim.org.br/noticias/eventos/participantes-expoem-solucoes-e-prototipos-na-feira-de-investimentos-2018/

 

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