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O projeto Agentes da Transformação, realizado pelo Instituto TIM em parceria com o Instituto Pereira Passos (IPP), promoveu um evento para divulgar os dados da pesquisa realizada em 2015 sobre a juventude das comunidades pacificadas do Rio. No dia 25 de fevereiro, no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), cerca de 75 convidados conheceram o resultado do trabalho desenvolvido pelos jovens bolsistas na terceira edição do projeto. O público foi formado por representantes de secretarias municipais e estaduais do Rio de Janeiro, organizações da sociedade civil e instituições parceiras do projeto, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A mesa de abertura do evento foi composta pelo presidente do IPP, Sérgio Besserman, pela diretora de Projetos Especiais do IPP e coordenadora de Agentes da Transformação, Andrea Pulici, e pela representante do Instituto TIM Maria da Glória Ganem Rubião. Os dados da pesquisa foram apresentados pelo gerente de Pesquisa e Avaliação do IPP, Danilo Carvalho. Em seguida, Andrea respondeu a perguntas do público.

A pesquisa foi realizada em 18 comunidades de 12 áreas com UPP instaladas do Rio de Janeiro. Aproximadamente 6 mil jovens entre 14 e 24 anos foram entrevistados pelos bolsistas do projeto e responderam perguntas sobre seus hábitos e condições sociais, econômicas e culturais. A área de cursos profissionalizantes de mais interesse dos jovens foi uma das informações levantadas pela pesquisa. As mais mencionadas foram informática, design, construção civil, turismo e artes. Apenas 14% dos entrevistados disseram que não estudam, não trabalham e não procuram emprego – um grupo conhecido como “nem-nem-nem”.

Andrea explica que a ideia comum sobre os jovens moradores de favela é justamente que eles são desinteressados, que se encaixam no grupo “nem-nem-nem”, mas a realidade não é essa. “Eles querem mais, eles têm essa vontade de fazer, mas não sabem como”, afirma. “A informação precisa chegar nesse jovem, e não através de um folheto, de uma propaganda, tem que buscar outro tipo de mecanismo. É por busca ativa, por aplicativo… Esses jovens estão 100% conectados, a evolução tecnológica deles é impressionante”, diz. De acordo com a diretora do IPP, a pesquisa é uma forma de entender o que os jovens querem, para que depois seja possível pensar em políticas e soluções que atendam a suas necessidades.

A seleção de jovens bolsistas para participar de Agentes da Transformação em 2016 está em sua fase final. Entre os dias 1º e 4 de março acontece a primeira capacitação, que irá orientar os bolsistas a realizar a identificação dos domicílios onde serão realizadas a entrevista. Já a etapa de identificação será entre 5 de março e 5 de abril. Neste ano, a pesquisa irá abranger toda a área da Rocinha, três comunidades no Complexo do Lins e uma comunidade na Maré. Após esta edição, o projeto terá entrevistado jovens de todas as áreas pacificadas do Rio de Janeiro.

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