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O último dia do Workshop II de Academic Working Capital, em 20 de julho, levantou discussões sobre planejamento financeiro. A programação começou no auditório do prédio de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com uma palestra sobre precificação. O administrador e matemático Daniel Barzilay explicou que o processo de precificação em uma startup é diferente das grandes empresas, já que estas contam com uma ampla base de dados sobre o comportamento do consumidor. “Na startup você não tem esse luxo, é muito mais sensível e qualitativo”, disse. Daniel apontou estratégias e táticas que as startups podem adotar para precificar seus produtos e ressaltou a necessidade de pensar nos concorrentes ao definir suas ações.

Veja como foi o primeiro e o segundo dia de atividades

Miguel Chaves, sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado, falou sobre fluxo financeiro e o planejamento básico que toda empresa deve ter. Ele mostrou diversas planilhas e gráficos para dar um exemplo de como realizar o controle do fluxo de caixa em quatro etapas, até chegar em um relatório financeiro. “Quando a gente entende o fluxo de caixa, consegue planejar o futuro e crescer de forma estável e organizada”, comentou. Esse processo ajuda a compreender a dinâmica da empresa e impacta todas as áreas, não se restringindo ao setor financeiro. “A tomada de decisões na empresa fica mais inteligente”, afirmou Miguel.

As métricas utilizadas para acompanhar o desempenho de uma empresa foram apresentadas pelo fundador das startups Tegris e FieldLink, Rafael Gonçalves. Em sua palestra, Rafael falou sobre alguns modelos de captação de recursos e como mensurar a tração da empresa. “Tração é a capacidade de atrair novos usuários para seu produto, de preferência usuários pagantes”, explicou. Os estudantes conheceram o significado e as relações entre termos como custo de aquisição de cliente (CAC), lifetime value (LTV) e receita recorrente mensal (MRR). “A estratégia é como vou deixar meu negócio irresistível, é mostrar que eu cresço a números que meus investidores nem pensam em sonhar”, concluiu.

A palestra seguinte teve como tema captação de recursos e foi dada por Alessandro Andrade, cofundador da startup Lean Survey. Foi abordada a diferença entre fundos de venture capital e investidores-anjo e os cuidados que devem ser tomados ao buscar e receber um investimento. “Saber quem é o seu investidor e o que ele traz para a sua empresa vale mais que o dinheiro que ele está colocando”, afirmou. Um dos pontos de atenção destacados foi com os tipos e as cláusulas do contrato firmado com o investidor. Alessandro reforçou a importância de não deixar cláusulas em aberto e de trabalhar para que sejam bem definidas e cumpridas.

O sócio-fundador da Radix Flávio Waltz encerrou as palestras com uma apresentação da história e do trabalho realizado pela empresa, que oferece soluções nas áreas de software, automação industrial e engenharia. Flávio contou como a Radix enfrentou momentos de crise e uma grande batalha judicial e se firmou como referência no setor, ampliando os segmentos atendidos e abrindo escritórios no Brasil e no exterior. Ele também comentou sobre a valorização de universitários na empresa, que tem parceria com várias universidades e patrocina equipes acadêmicas. “A gente trata as universidades como nossa categoria de base.”

Os grupos de AWC finalizaram os documentos criados durante o Workshop e começaram a pensar em questões de precificação. O coordenador de conteúdo do programa, Diogo Dutra, terminou o dia com informações sobre o trabalho que será realizado no segundo semestre e abriu espaço para os estudantes compartilharem suas impressões sobre os três dias de atividades e sugestões para o próximo Workshop, que será realizado em dezembro.

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