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Duas instituições apoiadas pelo Instituto TIM convidam crianças de regiões de difícil acesso da Amazônia a refletir sobre o ambiente em que vivem. O projeto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) está em andamento em escolas de Manacapuru (AM) e a Universidade Estadual de Roraima (UERR) levará oficinas de câmeras pinhole ao Baixo Rio Branco (RR). Os dois projetos foram contemplados no edital de apoio a museus e centros de ciência e tecnologia, lançado em 2015 pelo Instituto TIM em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A iniciativa “Luz da vida: ciência que alimenta a Amazônia”, do IFAM, convida crianças de 13 escolas municipais de Manacapuru a conhecer mais sobre a fotossíntese. Os alunos recebem um kit com cartilha e revista em quadrinhos: a cartilha propõe palavras cruzadas, enigmas, liga-pontos e desenhos para colorir, todos relacionados à fotossíntese; e a revista trata do tema a partir do ponto de vista de quatro personagens − um menino, uma menina, a mãe das crianças e uma árvore. A equipe desenvolveu ainda um jogo para Android para aplicação em sala de aula.

A iniciativa aborda a relação entre o ser humano e os processos da natureza, sobretudo a fotossíntese, e envolve uma região que não costuma receber projetos. Em três das escolas participantes só é possível chegar por água, sendo que duas ficam em uma ilha. “Há uma falta muito grande de material, algumas escolas nem têm quadro. A cartilha vai servir de apoio pedagógico para o professor”, diz a coordenadora Criscian Kellen Amaro de Oliveira.

Nas cinco escolas que já receberam o projeto, o retorno foi positivo. “Eles gostaram e perguntaram se voltaríamos mais vezes. Até as crianças que não fazem parte do projeto pediram a cartilha”, afirma Criscian. A cartilha será lançada em formato de e-book durante a 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (13ª SNCT), em outubro.

Monitores aplicam o projeto em escola de Manacapuru.

Crianças recebem cartilha sobre fotossíntese.

Crianças brincam com jogo sobre fotossíntese.

Já o projeto “Luz na mata, floresta na lata!”, da UERR, vai levar oficinas de câmera de lata (pinhole) a cinco comunidades ribeirinhas do Baixo Rio Branco, em Roraima: Santa Maria do Boiaçu, Sacaí, Terra Preta, Lago Grande e Cachoeirinha. As crianças participarão de oficinas sobre conceitos de Química e Física com explicações científicas sobre os processos de captação de imagem e revelação. Com as câmeras de lata, farão suas próprias fotos, que serão reveladas no mesmo dia e expostas nas comunidades.

As fotos farão parte de um livro, junto com depoimentos das crianças sobre o que elas representam. “A criança tem uma outra percepção de mundo e não tem a habilidade de fala de um adulto. Queremos captar essa sensibilidade. O objetivo é mostrar sua visão”, conta o coordenador Thiago José Costa Alves. Também serão realizadas oficinas de câmera de lata em Boa Vista durante a 13ª SNCT e na Feira Estadual de Ciências de Roraima. O projeto prevê a participação de mais de mil crianças na capital e nas cinco comunidades.

Thiago explica que a expedição de Boa Vista até o Baixo Rio Branco é feita de barco e leva cerca de 32 horas. Também há dificuldades de acesso à internet e de comunicação na região. “Além de dar visibilidade para a vida dessas pessoas, também começamos a aproximar a educação científica convencional de um lugar que não é tão convencional assim”, explica.

O professor Alexandre Curcino, da UERR, testa a câmera de lata.

Professor Alexandre Curcino, professora Juliane Marques de Souza e a aluna Dayse Oliva com câmeras de lata.

No total, 50 projetos relacionados à luz e à divulgação científica para crianças de 4 a 10 anos foram selecionados pelo edital do Instituto TIM e do CNPq. A temática foi escolhida em comemoração ao Ano Internacional da Luz, celebrado em 2015. Foram escolhidos projetos de 18 estados de todas as regiões do Brasil. O edital faz parte da linha de apoio a museus e centros de ciência e tecnologia realizada pelo Instituto TIM desde 2012.

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