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Na última quinta-feira, 06 de julho, aconteceu a 4ª e última formação do programa Academic Working Capital para professores de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e de Faculdades de Tecnologia (Fatec) de São Paulo. O encontro foi realizado no Centro Paula Souza e focou no papel do mentor e no compartilhamento das experiências que os professores acumularam até aqui. Eles foram convidados a continuar participando de AWC como monitores, comparecendo aos workshops presenciais e online e às reuniões quinzenais com os grupos de 2017.

Saiba como foram a primeira, a segunda e a terceira formação de AWC para professores de Etecs

O coordenador de conteúdo de AWC, Diogo Dutra, relembrou os temas dos encontros anteriores e recapitulou as ferramentas e ideias centrais do programa – que empreendedorismo é muito trabalho com pouco dinheiro; que quanto mais cedo você falhar, melhor; que o foco deve estar no processo, não na ideia; que o teste do problema, da solução e do modelo de negócios são fundamentais; que ir a campo e fazer entrevistas é essencial; que as hipóteses relacionadas à solução e ao produto devem ser testadas, revisadas e repetidas. “Vocês estão aqui: já entenderam um pouco como é o processo, agora é o olhar-meta: ‘vou ajudar outras pessoas a desenvolver esse processo’”, afirmou.

Os professores apresentaram os trabalhos das últimas semanas e a evolução do deck de slides. A ideia era que eles reunissem fatos e dados para tomar a decisão de manter ou pivotar sua solução. Desde a 1ª formação, os professores trabalham com uma solução fictícia que poderia se tornar um produto, simulando o que seus alunos fazem em AWC (neste ano, o programa está apoiando alunos de Etecs em formato piloto).

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Depois, Diogo deu uma palestra sobre o papel do mentor, baseado em três pilares conceituais: empreendedorismo científico, cultura de ação sobre o caos e práticas orientadas ao desafio e à reflexão. “Contornar os medos e fazer eles saírem da zona de conforto é papel do mentor”, resumiu Diogo. “Não são só as ferramentas, é trabalhar também com essa emoção, que é inerente à ideia de startup.” O papel do monitor é lidar com todas essas emoções de não saber qual é o caminho certo.

Para complementar, uma dinâmica levou os professores a testarem como se comportariam no papel de mentores. Diogo levou ao grupo algumas situações que são comuns em AWC – “minha equipe não fez nenhuma entrevista”, “minha ideia inicial se mostrou zero útil para os segmentos”, “todos os entrevistados estão validando a ideia”. Os professores foram convidados a dar seus feedbacks e depois todos discutiram possíveis orientações.

No encerramento, o coordenador de Projetos do Departamento de Gestão e Negócios do Centro Paula Souza, G. Monteiro, falou que AWC tem tudo a ver com a política estratégica do centro, que é não só trabalhar em um projeto para o mercado, mas trabalhar em competências empreendedoras. Os professores também compartilharam suas impressões sobre a formação. “O que eu levo de ganho para a escola, o que ficou forte, foi o Canvas e a pesquisa. Jornada e persona ainda é meio confuso. A pesquisa a gente sentiu na pele como é importante”, opinou Salomão Choueri Júnior, da Etec Jorge Street. “Quando você está sentado do outro lado, ouvindo o aluno, é uma coisa diferente. Você para pra pensar, você vai e corre atrás. E eles chegam à conclusão, não precisa você dizer ‘não, isso é ruim‘”, afirmou Adriana Mariko Yonamine Nakatani, da Etec Júlio de Mesquita.

Participaram da formação professores das Etecs Bento Quirino, Jorge Street, Júlio de Mesquita, Rosa Perrone Scavone, Getúlio Vargas e Aristóteles Ferreira e da Fatec São Bernardo do Campo.

 

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