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A professora Patrícia Pinho Andrade, de Brasília (DF), criou um projeto de valorização das mulheres com base nas operações intelectuais exploradas em TIM Faz Ciência. O projeto “As generalizações do gênero” foi realizado com sucesso em turmas do 2º ao 5º ano da EC Arniqueira no primeiro semestre e, agora, está sendo aplicado no 3º ano da EC 10 de Taguatinga. As oficinas conduzidas por Patrícia convidam as crianças a refletir sobre preconceitos e generalizações comuns sobre as mulheres, com base em cinco ícones femininos: Coco Chanel, Malala Yousafzai, Frida Kahlo, Carmen Miranda e Clarice Lispector.

A cada oficina, a professora se caracteriza como uma das personagens, apresenta sua história e promove debates e atividades sobre tópicos relacionados à imagem da mulher na sociedade. Uma linha do tempo multimídia mostra as transformações na sociedade ao longo dos séculos e quanto tempo levou para que as mulheres conquistassem direitos como trabalhar e votar. No Jogo das Invenções, os alunos têm que adivinhar se invenções como meia-calça, bote salva-vidas, vassoura, tecnologia Wi-Fi, entre outras, foram criadas por homens ou mulheres. “O que era relacionado às mães e à casa era de mulheres, e o resto era de homens. Fiquei surpresa que nem as meninas questionaram. Eles tinham certeza absoluta de que quem cuida dos filhos e da casa são as mulheres”, conta Patrícia. “As reações com o gabarito foram impagáveis.”

A afirmação de que mulher é sexo frágil foi questionada em uma oficina sobre diferentes tipos de força. Patrícia citou o parto como um exemplo da força das mulheres, falou de personagens femininas fortes da história brasileira, como Dandara dos Palmares, Maria Quitéria e Maria da Penha, e utilizou as próprias mães e avós dos alunos como referências de mulheres fortes. A imagem da mulher na mídia também foi discutida a partir de propagandas que associavam as mulheres a padrões de beleza e trabalhos domésticos. “Questionei se naquelas propagandas eles viam suas mães, tias e avós”, diz a professora.

Na primeira vez em que realizou as oficinas, os alunos da EC Arniqueira mudaram seus pontos de vista sobre as mulheres, respeitando sua luta ao longo da história e percebendo a força e as inúmeras possibilidades que elas têm. Isso foi expresso nas redações escritas pelas crianças do 5º ano ao final do projeto. “Eles escreveram coisas lindas, que mulheres não são sexo frágil, que podem fazer tudo, que têm direito de escolher, de estudar, de votar, que conquistaram muitas coisas, são fortes e não devem ser tratadas como objetos”, relata Patrícia.

Diversos conceitos abordados em TIM Faz Ciência foram inseridos nas oficinas, como a observação, o levantamento de hipóteses, a generalização e a definição. “Nunca tinha parado para pensar na didática científica, e TIM Faz Ciência me trouxe isso com muita clareza. A criança tem que ser provocada, temos que dar subsídios para que ela questione seus conceitos”, afirma. O trabalho da professora foi destaque no jornal Correio Braziliense no dia 9 de outubro. A equipe acompanhou uma das oficinas e ainda gravou um vídeo em que Patrícia explica a relação de TFC com seu projeto. Assista a seguir.

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