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Compartilhar o apoio ao empreendedorismo e a abordagem de Academic Working Capital com alunos e professores do ensino técnico é um dos objetivos do programa em 2017. Neste ano, pela primeira vez, alunos de Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo participam em formato piloto. Além disso, cerca de 20 professores de sete Etecs e uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) participaram de uma formação promovida por AWC para ampliar o conhecimento em empreendedorismo, modelagem de negócios e mentoria no desenvolvimento de produtos de base tecnológica.

Maristela de Carvalho Gamba, da Etec Aristóteles Ferreira, é uma das professoras mais envolvidas no programa. Além de acompanhar o desempenho dos grupos da Etec de Santos-SP, Self Up e Loc.Device, ela participou de todos os dias do Workshop II, realizado entre 17 e 19 de julho. Para a professora, o programa mudou sua forma de orientar os projetos dos alunos. “A gente focava muito no currículo do aluno e hoje eu olho de outra forma: que o projeto dele na Etec, muito mais do que um currículo, é um produto com o qual ele pode ganhar dinheiro, ele pode montar sua própria empresa”, diz.

A professora explica que explorar o empreendedorismo nas escolas técnicas é explorar uma realidade do mercado de trabalho. “A relação com o trabalho tem mudado muito, e o estudante tem que estar pronto para enfrentar isso também”, afirma. “Acho bacana que eles já saiam de lá com esse olhar de que têm que encarar o mercado às vezes por conta própria, e que esse pode ser um caminho muito mais feliz”, completa.

Para os estudantes do grupo Self Up, o convívio e a troca de ideias e experiências com universitários de outras cidades e estados é um dos aspectos mais interessantes de AWC. “Eu não esperava que fosse ser uma experiência tão incrível de compartilhar suas ideias com outras pessoas e elas oferecerem feedbacks que tornam sua ideia melhor ainda”, relata Micael Cid Oliveira dos Santos, aluno de Informática para Internet da Etec Aristóteles Ferreira e coordenador do grupo.

Junto com Lucas Tonon Rodrigues, Gabriel Agostinho e Evandro da Silva Santos, Micael está desenvolvendo um aplicativo que ajuda coaches a organizarem seu trabalho de forma mais eficiente e a se relacionarem melhor com os coachees, gerenciando informações como tarefas, habilidades e gráficos de desempenho. O grupo está na fase de realização de experimentos para validar hipóteses sobre o produto e, depois, iniciar a construção do protótipo. “AWC trouxe essa visão de negócio, de saber lidar com as pessoas, com o investidor. Sair do prédio, realmente entender os problemas das pessoas e solucioná-los”, acrescenta Lucas.

Maristela conta que sua visão sobre empreendedorismo mudou. “AWC me fez ver que, mesmo não tendo um lado empreendedor muito forte, existem técnicas e ferramentas que podem te orientar quando você tem uma ideia, e que ela pode ser testada e se transformar em um bom projeto”, comenta. “Espero que ao final desse ciclo os estudantes saiam acreditando que eles têm capacidade e possibilidade de enfrentar o mercado de trabalho com ideias próprias.”

 

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