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Começou no dia 18 de janeiro em São Paulo (SP) o Workshop I de Academic Working Capital em 2016. No segundo ano do programa – iniciativa do Instituto TIM que apoia estudantes de graduação que querem transformar sua ideia de TCC em produtos e negócios inovadores –, os jovens participarão de três workshops presenciais e receberão acompanhamento a distância dos monitores AWC. O primeiro workshop acontece entre os dias 18 e 20 de janeiro no prédio da Engenharia Mecânica e Naval da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Participam 34 jovens de 15 projetos selecionados na primeira fase.

Na abertura do evento, o professor da Poli-USP Thiago Martins, responsável pela disciplina de TCC, explicou que a USP é vista como uma escola muito acadêmica, voltada à pesquisa, mas que a intenção é mudar essa realidade e investir mais em projetos e empreendedorismo. Depois, os estudantes assistiram a palestras dos grupos Tech Muda e Loot Factory, que participaram de AWC 2015. Eles falaram de seus projetos e das lições aprendidas durante o ano passado.

“Quanto mais vocês conseguem acelerar esse processo de falhar, melhor. E a melhor época para fazer isso é a graduação”, explicou Diogo Dutra, coordenador de conteúdo de AWC. Ele apresentou o programa aos jovens e explicou que AWC mostra aos participantes uma nova possibilidade de carreira – a de empreendedor. “O desafio é grande. Como os meninos falaram, vocês vão passar por várias etapas e discussões, mas o processo é esse mesmo”, completou Diogo.

O objetivo é que, ao final do Workshop I, os 15 grupos tenham em mãos um modelo de negócios consistente e um planejamento definido para a construção do primeiro MVP (Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável em português). Para isso, eles aprenderão sobre customer development, obsessão pelo usuário, desenvolvimento interativo e análise de negócios, entre outros assuntos.

O primeiro dia foi dedicado ao tema Business Development e começou com o painel “O que é empreender uma startup?”. Diogo falou sobre alguns mitos que devem ser superados: que ter uma startup é sinônimo de diversão, status e muito dinheiro, por exemplo. Junto a Miguel Chaves, sócio da consultoria em inovação e design CAOS Focado, ele contou a história de Renato Freitas, um dos fundadores da 99taxis, para falar que o primeiro negócio não precisa ser explosivo – a primeira startup de Renato foi a rede universitária Ebah. “Não vamos descartar ideias só porque o mercado não é gigantesco. Muitos programas de aceleração vão querer isso de cara. Aqui não.”

Depois do painel os grupos participaram de sua primeira Feira de Review de Produtos. Com cartazes, eles montaram esquemas de seus projetos e os apresentaram aos colegas e a especialistas e visitantes convidados. Foi um primeiro momento para a coleta de feedbacks sobre os produtos e troca de experiências.

Os grupos foram divididos em quatro clusters, de acordo com as especificidades de cada projeto: máquinas pesadas, soft/apps, módulos autônomos e produtos tech. Nos clusters, eles continuaram conversando sobre os produtos. Além disso, conheceram o Business Model Canvas e montaram um para seus projetos, além de organizar uma árvore de problemas.

As atividades continuam no segundo dia do Workshop I, que será dedicado à coleta de feedbacks dos usuários.

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