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Mais professores do estado do Rio de Janeiro estão participando das formações sobre a abordagem de O Círculo da Matemática do Brasil neste ano. Até o momento, as formações no Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Niterói e São Gonçalo já envolveram 270 participantes, mais do que o dobro em relação ao ano passado, quando foram formados 106 professores. Além disso, 11 escolas municipais do Rio de Janeiro e Duque de Caxias contam com as aulas do Círculo em 2016, levando a abordagem para 1016 estudantes do 2º ao 4º ano do Ensino Fundamental.

Uma das 10 educadoras do Círculo no Rio de Janeiro, Andréia Fernandes comenta que os professores chegam às formações com algumas dificuldades relacionadas a subtração, divisão e frações, e curiosos para entender a abordagem. “As formações são bastante produtivas. Estabelecemos diálogos, apresentamos as atividades e os professores também participam de dinâmicas”, conta. No segundo encontro, os professores têm um momento para compartilhar suas experiências com a abordagem.

A educadora Priscilla Perez, do Rio de Janeiro, afirma que o retorno que recebe dos professores com os quais mantém contato é bastante positivo. Eles conseguem incorporar a abordagem nas aulas e adaptar as atividades para grandes turmas (as aulas do Círculo são realizadas em turmas com um número reduzido de alunos). “A abordagem muda o jeito de dar aulas e a percepção dos alunos em relação à matemática. Os professores dizem que os alunos ficam felizes quando chegam os dias da aula de matemática, quase não há mais faltas nesses dias”, acrescenta.

A EM Armando de Salles Oliveira é uma das escolas no Rio de Janeiro que participam do Círculo das duas maneiras: os professores frequentam as formações e os alunos recebem as aulas do Círculo. O coordenador Fabrício de Macedo explica que os professores se focam mais no ensino da língua portuguesa, para desenvolver a leitura e a escrita das crianças, do que na matemática, que acaba ficando em segundo plano. Por isso a escola decidiu participar do Círculo pelo segundo ano consecutivo.

“O Círculo oferece esse espaço de desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático para os alunos. Há uma melhora não só no desempenho na matemática como também no comportamento. Como são grupos pequenos, as crianças têm mais oportunidade de falar, se tornam sujeitos participativos ativos”, diz Fabrício. O coordenador destaca como outro ponto positivo a valorização do erro como parte da aprendizagem e comenta que os estudantes estão participando mais das aulas e respeitando mais os colegas que cometem erros.

Priscilla também notou uma grande mudança no comportamento dos alunos com as aulas do Círculo. Antes de se mudar para o Rio de Janeiro, ela era educadora do Círculo em Belém (PA), e diz que os estudantes do Rio são mais agitados. “Aqui eu vi resultados muito maiores na questão do comportamento. Agora as crianças respeitam mais, ouvem mais, não debocham do colega quando ele erra”, relata. Para Andréia, um dos intuitos das formações é justamente levar essa mudança para mais escolas. “As aulas do Círculo acontecem só uma hora por semana, e é importante que os professores tenham esse mesmo tratamento com as crianças durante todas as aulas”, diz. “Faz a diferença não só nas aulas de matemática.”

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