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Professores do Ensino Fundamental I das regiões de Ribeirão Preto (SP) e Lajeado (RS) estão recebendo formações para aprimorar o ensino de ciências. As iniciativas são realizadas, respectivamente, por projetos da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Universitário Univates contemplados pelo edital de apoio a museus e centros de ciência e tecnologia, lançado em 2015 pelo Instituto TIM em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em Ribeirão Preto, estão sendo realizadas oficinas de física óptica e escrita criativa com professores de escolas públicas da região. O objetivo é que os professores consigam elaborar histórias voltadas para crianças que incluam elementos de física óptica, especialmente a luz. Para o coordenador do projeto, Luciano Bachmann, a narrativa literária é mais cativante que os textos didáticos convencionais, mesmo os infantis. Por isso, as histórias ajudam as crianças a ter uma percepção diferente dos conceitos científicos e assimilá-los com mais facilidade.

No total, são 10 oficinas de cada assunto em 2016 – Luciano conduz as de física óptica e a professora Carolina Donega Bernardes, as de escrita criativa. Os professores já estão criando suas histórias e irão contá-las a seus alunos no ano que vem, com o apoio de um kit fornecido pelo projeto que inclui materiais de óptica e peças de LEGO para atividades práticas relacionadas aos conceitos explorados e a construção de cenários para as histórias. Luciano contará com a ajuda de alunos da USP para monitorar as atividades nas escolas.

Neste ano, 18 professores estão participando das formações. As oficinas foram filmadas e serão disponibilizadas como um curso online em 2017 para professores de todo o país. Ao possibilitar que os professores sejam autores das histórias e oferecer os kits às escolas, Luciano pretende que eles deem continuidade à iniciativa por conta própria. “Espero que, quando o projeto termine, os frutos disso não terminem.”

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Na Univates, o foco das formações é a importância de trabalhar com experimentos em sala de aula. 160 professores de 17 escolas de 12 municípios da região participaram em 2016. A equipe do projeto realizou junto aos professores experimentos e jogos simples de física, química e matemática e discutiu os conceitos envolvidos, para que eles apliquem com seus alunos. “A maioria ensinava apenas conceitos de biologia às crianças. Eles ficaram encantados em saber que poderiam ensinar outros conceitos científicos”, conta a coordenadora do projeto, Marli Quartieri.

O encerramento do projeto neste ano ocorreu com o evento “Aprender Experimentando Júnior”, nos dias 3, 4 e 5 de outubro. Foi um percurso montado no campus da Univates com 20 experimentos científicos. Aproximadamente 900 alunos da região visitaram a exposição e interagiram com os experimentos, que envolveram conceitos como luz, cores, ilusão de óptica, densidade, eletromagnetismo e geometria, entre outros.

Em 2017, a equipe pretende entrar em contato com os professores que participaram das formações para acompanhar a aplicação dos experimentos e esclarecer dúvidas. Novas formações acontecerão a partir de agosto, assim como uma segunda edição do evento em outubro. Também será elaborado um livro com orientações e explicações sobre os experimentos realizados, que será impresso e distribuído gratuitamente às escolas participantes das formações e disponibilizado online.

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No total, 50 projetos relacionados à luz e à divulgação científica para crianças de 4 a 10 anos foram selecionados pelo edital do Instituto TIM e do CNPq. O edital faz parte da linha de apoio a museus e centros de ciência e tecnologia realizada pelo Instituto TIM desde 2012.

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