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Em 2017, cerca de 150 estudantes universitários estão cursando a faculdade graças às Bolsas Instituto TIM-OBMEP – iniciativa que apoia financeiramente jovens com talento em matemática e bom desempenho na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) a se manter na universidade. As bolsas são mensais, no valor de R$ 1.200, e podem ser renovadas por até 4 anos. Os candidatos precisam ter sido medalhistas da OBMEP e ter sido aprovados em uma universidade pública nos cursos de Astronomia, Biologia, Computação, Economia, Engenharia, Estatística, Física, Matemática, Medicina ou Química.

Um desses jovens é Maicon Araújo Siqueira, natural de Cocal dos Alves-PI, que estuda Engenharia Civil na Universidade Federal do Piauí, em Teresina-PI. O pai de Maicon, que faz “bicos” na construção civil, estimulava o filho a trabalhar ao invés de estudar. “Dizia que estudo é coisa de rico e que era melhor eu trabalhar na obra com ele. Ele se sentia culpado por não poder pagar um estudo para mim”, conta Maicon, que é bolsista desde 2016. “Meu pai ficou muito orgulhoso quando eu disse que ia fazer Engenharia Civil na Federal e que ele não ia precisar se preocupar com isso.”

A ideia central das Bolsas é fornecer apoio financeiro para que estudantes de baixa renda, que têm a chance de cursar a faculdade, possam se sustentar nos municípios em que ficam os campi – geralmente distantes de suas cidades natais. Janaina Ferreira de Santana Santos é de Feira de Santana-BA, mas estuda Matemática na Universidade Federal da Bahia, em Salvador-BA. Bolsista desde 2016, ela sempre gostou de matemática e foi medalhista cinco vezes – ganhou três medalhas de ouro e duas de bronze. Com a bolsa, Janaina paga o aluguel de um quarto, alimentação, transporte e os gastos extras com a universidade, como livros e xerox. “Muita gente precisa mudar de cidade para conseguir um ensino de qualidade. Como eu não preciso me preocupar com as despesas, posso me concentrar nos estudos.” Ela é a mais nova de quatro irmãos e a primeira da família a entrar na universidade.

Vitoria Barim Pacela precisou sair de Espírito Santo do Pinhal-SP, sua cidade natal, para poder cursar Engenharia Elétrica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ainda no primeiro ano de faculdade, ela foi aprovada para estudar Física na Universidade de Helsinque, na Finlândia. A universidade é gratuita, mas ela só está conseguindo estudar no exterior porque a Bolsa IT-OBMEP foi mantida. “Não haveria nenhuma outra maneira de eu estar estudando na Finlândia hoje se não fosse esse suporte”, afirma Vitoria. “Acredito que há muitos estudantes que, assim como eu, se sentem limitados no que se refere a um futuro bem-sucedido acadêmica e profissionalmente.”

A primeira edição das Bolsas Instituto-TIM OBMEP aconteceu em 2015. Novos estudantes foram selecionados em 2016 e no início de 2017. Atualmente, os bolsistas são estudantes de Engenharias (78), Matemática (33), Medicina (14), Física (9), Ciências da Computação (7), Estatística (3), Ciências Econômicas (2) e Química (1).

 

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O presidente do Instituto TIM, Manoel Horacio, com os bolsistas IT-OBMEP que foram medalhistas em 2015

 

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