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Acaba nesta sexta-feira, 23/02, o prazo para que medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) se inscrevam nas Bolsas Instituto TIM-OBMEP. As inscrições devem ser feitas por meio do site da OBMEP e os resultados serão divulgados em 15/03, na área restrita de cada candidato. Esta é a 4ª edição das Bolsas IT-OBMEP, iniciativa do Instituto TIM em parceria com a OBMEP e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) que permite que jovens com talento em matemática e bom desempenho na OBMEP, mas com poucos recursos financeiros, possam fazer faculdade.

“Esse programa tem permitido a vários alunos, que não poderiam continuar seus estudos na universidade, ingressar em bons cursos e se formar”, explica o coordenador-geral da OBMEP e diretor-adjunto do IMPA, Claudio Landim. “Tenho percorrido o Brasil, visitado escolas, e essa é uma das principais queixas dos professores: que muitos estudantes vivem em cidades pequenas e, para continuar seus estudos, precisam se deslocar para cidades longe de onde mora a família, e não podem fazer isso porque não têm os recursos necessários”, completa.

Desde 2015, 150 Bolsas IT-OBMEP já foram disponibilizadas, no valor mensal de R$ 1.200, renováveis até o limite de quatro anos. Atualmente, são 144 bolsistas, distribuídos em 44 universidades estaduais e federais de todo o Brasil.

Em 2018, mais 50 bolsas foram disponibilizadas. Para concorrer, os candidatos devem ser medalhistas de qualquer edição da OBMEP e ter ingressado em universidades públicas no primeiro semestre de 2018 em cursos nas áreas de Astronomia, Biologia, Computação, Economia, Engenharia, Estatística, Física, Matemática, Medicina e Química. O processo de seleção avalia o desempenho acadêmico do estudante (Exame Nacional do Ensino Médio e histórico escolar), a renda familiar e seus projetos pessoais e profissionais.

Histórias como as dos bolsistas Ricardo Vidal Teixeira, Fabiane Sene da Luz e Edmar Servante Linares Júnior mostram como as Bolsas IT-OBMEP impactam a vida dos selecionados. Claudio Landim lembra também de Vitória Barim Pacela, estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Estadual de Campinas, que, ainda no primeiro ano da faculdade, foi aprovada para estudar na Universidade de Helsinque, na Finlândia, e só pode ir porque contava com o apoio da bolsa. Posteriormente, ela foi aprovada para estagiar no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e hoje já pensa em se dedicar à Astrofísica.

“É a história de uma menina extremamente talentosa que a bolsa permitiu desenvolver seu potencial. Como ela, tem várias histórias de medalhistas que terminam descobrindo novos interesses nas universidades, muitas vezes mudam de rumo. Temos jovens que estão trabalhando com computação na Google, desenvolvendo algoritmo, criando suas próprias empresas em incubadoras”, conta Claudio. “Alunos que têm muita iniciativa, muita criatividade e muito desejo de vencer. Você botando junto todas essas qualidades, só pode ajudar o Brasil a crescer.”

 

Cerimônia Nacional de Premiação da OBMEP, 2016, em novembro de 2017, quando foram anunciadas as Bolsas IT-OBMEP 2018

 

 

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